C   redit
Sabe, Zé, a vida anda me sufocando. São amores que não amam. São esperanças retiradas as forças de mim. Eu nem sequer sonho mais. Os pesadelos estão tão frequentes, e o pior, começam até de olhos abertos. Me vejo sem direção e sem companhia. Como vou seguir assim? Nem tempo para escrever eu tenho. Como posso viver sem poesia se minha vida é uma? Tá tudo tão confuso. Agora sinto o girar da Terra, estou indo junto. E tudo que consigo ver são vultos. Quando será que verei uma imagem nítida novamente? Ando por aí sentindo falta de todas as lembranças que são guardadas em mim. A vida não é pra viver de lembranças, Zé. Mas como posso libertá-las se elas são tudo que tenho? A verdade, Zé, é que eu quero meu doce eu, que muitos desgastaram, novamente.
– Alguém apareça de vermelho, nesse mundo preto e branco. Mariana P.
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